A história do Polerouter

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Quando se fala sobre relógios e carros antigos, ou melhor, sobre peças que ficaram no tempo, são as pequenas características e a história por trás de cada uma delas que as transportam até os dias de hoje, além de manter aquele velha ideia que sempre falo por aqui: o que deu certo no passado continua dando até os dias de hoje.

 

Conto abaixo a história de um modelo da Universal Genève que ficou para história e hoje é um dos modelos que vêm ganhando espaço e valor no universo dos vintage.

Sem dúvida a marca passou por um processo de valorização nos últimos anos. Quando estive em Milão em meados deste ano, visitei a loja de Max Bernardini e eles tinham acabado de fazer um grande evento com a Universal e segundo o sócio de Max, com quem tive um rápido papo, é a marca que mais vem ganhando valor e espaço nesse universo.

 

O modelo e a história em questão é o Polerouter que nasce a partir de 1947 quando três companhias aéreas escandinavas uniram-se para formar Overseas Scandinavian Airlines System (OSAS), mais tarde abreviado para SAS. Em 1952 a companhia foi a primeira a pilotar um curso trans-ártico com um avião comercial, o DC-6B “Arild Viking” decolando de Los Angeles em direção a Copenhague em 28 horas. Um ano depois, o SAS realizou um voo de teste entre a Noruega e o Alasca, marcando o primeiro voo sobre o Polo Norte e finalmente, um ano depois, em 14 de novembro, a SAS abriu oficialmente seus voos de Copenhague para Los Angeles usando o círculo polar como um atalho, cortando o tempo de voo de 36 para 22 horas.

Mas com essa conquista, veio também um problema técnico: o magnetismo.

Voar sobre o Polo Norte causou estragos nos instrumentos de navegação e de marcação de tempo e é ai que entra a Universal e a história do modelo em questão. A empresa era a fornecedora de relógios da companhia aérea, sendo a empresa escolhida especificamente pelo seu trabalho com relógios antimagnéticos. Portanto, para comemorar o histórico voo Copenhague – Los Angeles, a Universal projetou um relógio através das mãos de Gerald Genta o menino de 23 na época que posteriormente ficou ainda mais conhecido pelo seu trabalho de criação do Royal Oak da Audemars Piguet e o Nautilus da Patek Philippe.

 

O Polarouter foi oficialmente lançado em 1954 e logo depois renomeado para Polerouter. Esse design inicial, com uma caixa de 34,5 mm com um mostrador sem data com um anel interior texturizado, se tornaria a base para a série que depois ganhou inúmeros modelos distintos e confesso, não tão bonitos quanto esse primeiro.

Para se ter ideia, no final dos anos 1950, o modelo tinha o mesmo preço do Rolex Explorer, sendo um relógio da primeira categoria da Universal Genève.

 

Hoje o Polerouter ainda é considerado um relógio que “dá para ter” com preços que variam de US$300 a US$2.000 dependendo do modelo, calibre, ano e claro, o estado de conservação da peça. Pode considerar portanto um relógio para ficar de olho e fisgar se puder e conseguir achar.

 

 

 

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